sexta-feira, 16 de agosto de 2013

RESUMO DO DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE (DNC): PARTE IV

Capítulo 4 - Catequese: Mensagem e Conteúdo

     Na catequese, quando se fala em conteúdo, pensa-se em geral na doutrina e na moral. Esta visão afeta o encaminhamento do processo catequético. A mensagem não se limita a propor idéias: ela exige uma resposta, pois é interpelação entre pessoas, entre aquele que propõe e aquele que responde. A mensagem é vida. Cristo anunciou a Boa Nova, a salvação e a felicidade e as multidões escutavam-no, porque viam nele a esperança e a plenitude da vida.
    O Diretório aponta conteúdos fundamentais, que não devem ser esquecidos: a mensagem de Jesus (Projeto de Amor, o caminho à verdadeira felicidade, vivida como numa grande família de Deus), a Trindade como modelo de uma Igreja de comunhão (Deus-Comunhão de Pai, Filho e Espírito Santo é a inspiração da comunhão que somos chamados a viver), a Igreja a serviço do Reino (a mensagem de Jesus chega até nós através do anúncio missionário e é aprofundada e vivida na comunidade dos que seguem o caminho do Evangelho), Maria como discípula que mostra o caminho que nos leva a Jesus (A presença da Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja é importante: sua fé foi dom, abertura, resposta e fidelidade; por ser tão importante a relação dos fiéis com a mãe de Jesus, a catequese deve cuidar para que ela seja bem fundamentada, esclarecida, liberta de atitudes inadequadas e vista como um caminho que conduz a Jesus e por Ele ao Pai).
    Como ajuda, o Diretório aponta alguns critérios para bem apresentar a mensagem:     centralidade da pessoa de Jesus Cristo, como deus e homem, o que introduz à dimensão trinitária e antropológica da mensagem; valorização da dignidade humana (mistério da encarnação);    anúncio da Boa Nova do Reino de Deus em vista da salvação, o que implica uma mensagem de conversão e libertação; mensagem situada dentro da vida e história da Igreja;  inculturação, uma vez que a mensagem evangélica é destinada a todos os povos; isto supõe que a mensagem seja apresentada, gradualmente, em sua integridade e pureza; a mensagem cristã organizada, destacando o mais importante.
    
Duas fontes regam a catequese: a Palavra de Deus (Bíblia) e a Liturgia.               
    A fonte na qual a catequese busca a sua mensagem é a Palavra de Deus: esta Palavra de Deus é compreendida e vivida pelo senso de fé do Povo de Deus, é celebrada na liturgia, brilha na vida, no testemunho e na caridade dos cristãos, particularmente dos santos, é aprofundada na pesquisa teológica e manifesta-se nos genuínos valores religiosos e morais que, como sementes, estão disseminados nas culturas.
    A Bíblia deve ajudar a formar comunidades de fé (a Palavra é fonte do conhecimento da vontade de Deus), a alimentar a identidade cristã e a enriquecer a prática de oração. É importante que sua utilização na catequese esteja a serviço da educação de uma fé engajada; seja lida de modo adequado, instruindo com delicadeza as pessoas que ainda estão apegadas a uma leitura inadequada. O texto bíblico requer sempre uma atenção especial. Às vezes é tal a ânsia de se servir dele para expor as próprias idéias, que não se presta atenção ao que ele tem a dizer. Requer empenho para que pequenas dificuldades com o texto não distraiam da mensagem fundamental que a Bíblia traz: o mistério da vida, da história, do Deus sempre imprevisível.
    A Palavra de Deus é exigente, mas traz também estímulo, confiança, alimento para a fé. Ela é fonte de alegria mesmo em momentos difíceis. Os métodos exegéticos possibilitam uma melhor compreensão do texto bíblico. O importante é chegar à meta: ouvir o que Deus quer nos dizer. Ler um texto bíblico é aprofundar o sentido da vida. A própria Bíblia é uma mediação para a sublime revelação divina.
    A Liturgia também é fonte da catequese, momento em que se manifesta de modo sublime a Palavra de Deus. A liturgia é memorial do mistério pascal; é celebração, anúncio, vivência do mistério, síntese de fé, interiorização da experiência religiosa. A catequese educa a fé que é celebrada na liturgia: uma alimenta a outra.
   
Na liturgia Deus fala a seu povo, Cristo ainda anuncia o Evangelho e o povo responde a Deus com cânticos e orações: ela, ao realizar sua missão, torna-se uma educação permanente da fé. A proclamação da Palavra, a homilia, as orações, os ritos sacramentais, a vivência do ano litúrgico e as festas são verdadeiros momentos de educação e crescimento na fé. A liturgia é fonte inesgotável da catequese, não só pela riqueza de seu conteúdo, mas pela sua natureza de síntese e cume da vida cristã: enquanto celebração ela é ao mesmo tempo anúncio e vivência dos mistérios salvíficos; contém, em forma expressiva e unitária, a globalidade da mensagem cristã. Por isso ela é considerada lugar privilegiado de educação da fé. As festas e as celebrações são momentos privilegiados para a afirmação e interiorização da experiência da fé. O RICA é o melhor exemplo de unidade entre liturgia e catequese. Celebração e festa contribuem para uma catequese prazerosa, motivadora e eficaz que nos acompanha ao longo da vida. Por isso, os autênticos itinerários catequéticos são aqueles que incluem em seu processo o momento celebrativo como componente essencial da experiência religiosa cristã.
    A catequese como educação da fé e a liturgia como celebração da fé são duas funções da única missão evangelizadora e pastoral da Igreja. A liturgia, com seu conjunto de sinais, palavras, ritos, em seus diversos significados, requer da catequese uma iniciação gradativa e perseverante para ser compreendida e vivenciada. Ambas fazem parte da natureza e da razão de ser da Igreja. Os sinais litúrgicos são ao mesmo tempo anúncio, lembrança, promessa, pedido e realização, mas só por meio da palavra evangelizadora e catequética esses seus significados tornam-se claros. É tarefa fundamental da catequese iniciar eficazmente os catecúmenos e catequizandos nos sinais litúrgicos e através deles introduzi-los no mistério pascal.
    O processo da formação litúrgica na catequese possui os seguintes elementos: centralidade do Mistério Pascal de Cristo na vida dos cristãos e em todas as celebrações; a liturgia como um momento celebrativo da história da salvação; a liturgia como exercício do sacerdócio de Jesus Cristo e ação nossa em conjunto com Ele presente na celebração, pela força do Espírito Santo; a dimensão celebrativa da liturgia; a compreensão dos ritos e símbolos como reveladores da ação pascal de Cristo e experiências de encontro com o Ressuscitado; a dimensão comunitária da liturgia com sua variedade de ministérios, exercidos com qualidade; o exercício de preparar boas celebrações, realizá-las adequadamente e proclamar claramente a palavra;a participação dos cristãos na Eucaristia como o coração do domingo; a espiritualidade pascal, ao longo do ano litúrgico, como caminho de inserção gradativa no Mistério Pascal de Cristo;a espiritualidade penitencial ou de conversão mediante a celebração do Sacramento da Reconciliação; o sentido dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, como sinais da comunhão com Deus, em Cristo, que marcam, com sua graça, momentos fortes da vida e atualizam a salvação no nosso dia a dia; aprofundamento do sentido da presença de Maria no mistério de Cristo e da Igreja;redimensionamento bíblico-litúrgico da religiosidade popular (bênçãos, romarias, caminhadas, novenas, festas dos padroeiros, ofícios divinos).
    Outro ponto de apoio para a catequese são os catecismos, que expõem o conteúdo da fé de maneira sistemática e doutrinal, comunicativo-educativa, procurando dar razões de nossa fé. O Catecismo deseja ser uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, atestadas e iluminadas pelas Sagradas Escrituras, pela Tradição Apostólica e pelo Magistério da Igreja. Ele não se sobrepõe à Bíblia, mas nos ajuda a lê-la no chão de nossa história e à luz de nossa fé. Desse modo, Bíblia e Catecismo estarão a serviço da experiência de fé, testemunhada na comunidade.
    O Catecismo é um projeto de grande alcance, instrumento a serviço da comunhão eclesial e deseja fomentar o vínculo da unidade, facilitando nos discípulos de Jesus a profissão da única fé recebida dos Apóstolos. Seu eixo central é o cristocentrismo trinitário e a sublimidade da vocação cristã da pessoa humana: orienta-se em direção a Deus e à pessoa humana, pois na revelação do mistério do Pai e de seu amor, Cristo manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre a sua altíssima vocação.
    Sagrada Escritura, Liturgia e Catequese, e com esta os catecismos, educam o cristão a abrir-se a tudo o que Deus revela e propõe. Mais que verdades da fé, trata-se da Verdade que é antes de tudo uma pessoa, Jesus Cristo. Abrimo-nos a Ele o mais que pudermos. Portanto, além da integridade doutrinal, há também uma integridade da vida, o que inclui valores éticos e morais, em nível pessoal e social.
    Na mensagem cristã, há uma hierarquia de verdades e de normas. Algumas são mais fundamentais que outras. Seguindo as grandes linhas do Catecismo da Igreja Católica e seu Compêndio, podemos resumir assim o conjunto das verdades que professamos em nossa fé: crer em Deus, uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo, em seu Mistério de Salvação (Profissão de Fé); celebrar o Mistério Pascal nos sacramentos, que têm o Batismo e a Eucaristia como centro (Liturgia e sacramentos); viver o grande mandamento do amor a Deus e ao próximo, buscando a santidade (Mandamentos e bem-aventuranças);  rezar para que o Reino de Deus se realize (Pai Nosso). Estes conteúdos se referem à fé crida, celebrada, vivida e rezada e constituem um chamado à educação cristã integral. A estas quatro colunas da exposição da fé que provêm da tradição dos catecismos, deve-se acrescentar a dimensão narrativa da história da salvação, com suas três etapas, que provém da tradição patrística (o Antigo Testamento, a vida de Jesus Cristo e a História da Igreja). O Diretório Geral para a Catequese fala de sete pedras fundamentais, base tanto do processo da catequese de iniciação como do itinerário contínuo do amadurecimento cristão.
    Outras expressões da fé se baseiam nestes pontos fundamentais como conseqüências dos mesmos. A devoção à Mãe de Jesus e aos santos será vista no contexto do seguimento de Jesus Cristo e confiança no Pai. Aparições, milagres, anjos, devoções, lugares sagrados e outros temas que podemos abordar na catequese e que são apreciados pela religiosidade popular, têm sentido na medida em que estiverem ligados aos pontos fundamentais e forem por eles iluminados . Os livros de espiritualidade se orientarão pelas Sagradas Escrituras, liturgia e pelo compromisso com o Reino e não tanto por aspectos subjetivos de espiritualidades particulares.

    Em síntese: Bíblia, Liturgia, Catecismo e outras formulações da fé, vivenciadas em interação na comunidade, orientam nossa vida, de modo que seja comprometida com a causa do Reino. São as Igrejas locais, em fraterna comunhão entre si e com a Sé Apostólica, que melhor conseguirão articular este projeto catequético.

** Diácono Roberto Bocalete

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

RESUMO DO DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE (DNC): III PARTE

Capítulo 3 - Catequese Contextualizada: História e Realidade

          A Igreja faz parte da história. Ela está situada no contexto social, econômico, político, cultural e religioso, marcado atualmente pela globalização neoliberal de mercado e pelo pluralismo; em nossa complexa realidade brasileira, predomina uma matriz cultural cristã. A história é lugar da caminhada de Deus com seu povo e do povo com Deus. Nela e por ela Deus se revela e manifesta o que ele quer ensinar e o que espera da humanidade. Jesus Cristo, o Filho de Deus, encarnou-se na realidade humana e num determinado contexto histórico, que condicionou sua vida, ensinamento e missão. Viveu, ensinou e nos salvou a partir da história e do que ela comporta. A história faz parte do conteúdo da catequese. O fiel, iniciado no mistério da Salvação, é chamado a assumir a missão de ajudar a construir a história, segundo o Reino de Deus.
          A catequese não pode ser desencarnada da história. Sua missão é também contribuir para a formação de cristãos como cidadãos, justos, solidários e fraternos, co-responsáveis pela pátria comum e pelo planeta terra. Neste sentido, buscando a dinâmica da inculturação, cabe à catequese adaptar-se aos diversos grupos humanos (negros, indígenas, mestiços, adultos, jovens, adolescentes, crianças, idosos, homens, mulheres, pessoas com deficiência), e em suas diferentes situações: cidade, periferias, campo, litoral e outros. A catequese tem também a missão de superar o racismo, a discriminação de gênero e de posição econômica e social, colaborando para a promoção da solidariedade.

           Como a catequese acompanha a história, alguns marcos históricos são importantes para a catequese na evangelização da América Latina, especialmente do Brasil:
**Em 1955, no Rio de Janeiro a criação do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), com seus encontros, estudos, documentos, assessorias, cursos e publicações.
**Marcam momentos decisivos as Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano em Medellín, Puebla, e Santo Domingo. Tudo isso deu forte impulso renovador à catequese. Importante influência teve o Departamento de Catequese do CELAM (DECAT) com seus projetos de animação da catequese, escritos, semanas latino-americanas de catequese e outras iniciativas.
**A história do Brasil se entrelaça com a história da Igreja. Também no Brasil a base se forma com a ação dos leigos nas famílias e aldeias e, depois, com a ação dos missionários. Em 1532, fundaram-se as primeiras paróquias e, de 1538 a 1541, instalou-se a primeira missão formal em Santa Catarina por obra dos franciscanos. Em 1549, com o governador geral, veio de Portugal o primeiro grupo de jesuítas.
**A transferência da família real, em 1808, coincidiu com a reforma católica, no Brasil. A catequese dava, então, prioridade ao ensino da doutrina cristã. As cartas pastorais dos bispos e os catecismos alimentaram o movimento catequético, que recebeu um incremento a partir de 1840, quando a Igreja no Brasil assumiu as orientações do Concílio de Trento.
**O Catecismo da Doutrina Cristã marcou a caminhada da catequese no Brasil, publicado a partir de 1903, pelas províncias eclesiásticas do Sul do Brasil e com edições até hoje. Seu uso era subsidiado com outros textos, mais didáticos. Periodicamente aconteciam maratonas oficiais para a assimilação deste Catecismo.
**Uma vez aprovado, em 1983, o documento Catequese Renovada passou a ser uma forte motivação para a evolução da catequese. O destaque dado à Bíblia correspondeu ao carinho do povo pela Palavra de Deus. Catequistas alegremente aprenderam a dizer e demonstrar concretamente que “a Bíblia é o livro por excelência da catequese.
**1ª Semana Brasileira de Catequese (1986) com o tema “Fé e vida em comunidade, renovação da Igreja, transformação da sociedade” e a 2ª, em 2001, com o tema “Com Adultos, Catequese Adulta”;
**Os sete Encontros Nacionais de Catequese;
**As escolas de catequese, os grupos nacionais de reflexão: GRECAT, GREBIN, GRESCAT, o Grupo de catequetas e professores de catequética, o Grupo de catequese junto às pessoas com deficiência, as semanas e encontros nos regionais e nas dioceses;
**2ª Semana Brasileira de Catequese (2001): com adultos, catequese adulta.

          Da publicação de Catequese Renovada para cá, em nível de América Latina, a catequese no Brasil encontrou respaldo no documento da Primeira Semana Latino-americana de Catequese (Quito, 1982) e da Segunda (Caracas, em 1994), nas conclusões de Santo Domingo (1992), no documento Catequese na América Latina: linhas comuns para a catequese (1999). Em nível mundial, a Sé Apostólica publicou o Catecismo da Igreja Católica (1992), o Diretório Geral para a Catequese (1997) e o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (2005).
           Não podemos deixar de esquecer ainda, no Brasil, deste documento, o Diretório Nacional de Catequese (2006), a proposta do Ano Catequético para 2009 com seu subsídio que trabalha a “Catequese, caminho para o discipulado” e a 3ª Semana Brasileira de Catequese que se realizará dos dias 07 a 11 de outubro de 2009.
          A CNBB, através de documentos, mensagens, pronunciamentos, campanhas e outros meios, vem realizando uma verdadeira catequese eclesial em nível nacional, num leque abrangente nas diversas dimensões da vida humana e religiosa, marcando presença significativa na sociedade.
          A Igreja não ignora que neste momento da história, impera a hegemonia ideológica do neoliberalismo e de sua expressão maior, a feroz lei do mercado explorador. A humanidade fez progressos, sem dúvida: há empenho na defesa de direitos humanos que antes eram ignorados, cresce uma consciência ecológica, há tendências pacifistas e certo engajamento em trabalho voluntário e solidário. Valoriza-se o simbólico, o artístico, o lúdico, o estético e o ecológico. Apesar disso ainda estamos sob o domínio da tirania do lucro, da guerra e de outros tipos de violência. Isso desafia o cristianismo, como um todo, e cada discípulo de Jesus carrega o propósito de uma sociedade justa, solidária e de paz.
          É grande a força da comunicação moderna, na formação da opinião pública e das convicções das pessoas. A Igreja mesma a valoriza como meio importante para a evangelização. Mas cabe-lhe, em seu profetismo, zelar para que o uso da mídia esteja a serviço da pessoa e dos valores humanos. Neste propósito, a catequese, como comunicação da Boa Notícia e dos valores que dela derivam para a felicidade humana, é importante ajuda na educação do senso crítico em relação à mídia. À luz dos valores do Evangelho estimula os fiéis a serem protagonistas da comunicação cristã.

          Não mais vivemos em tempos de cristandade, com a hegemonia religiosa e cultural da Igreja. O mundo contemporâneo abre cada vez mais espaço ao diferente e o futuro se anuncia mais plural, também no campo religioso. A Igreja está aprendendo novos caminhos: o do ecumenismo, do diálogo religioso, do diálogo com a cultura e da promoção da liberdade religiosa.  Hoje milhões de pessoas ficam à margem ou recebem um serviço social insuficiente e sem qualidade. É grave a situação do desemprego e a falta de segurança laboral. A derrocada de valores leva as pessoas a buscar refúgio em fugas existenciais alienadoras, que poderosos grupos oferecem, exasperando, também, a agressividade e o usufruto dos prazeres. É neste contexto que a Igreja coloca em prática a evangélica opção preferencial pelos pobres e excluídos. Trata-se de um dado fundamental da fé cristã e, portanto, do conteúdo da catequese.

** Diácono Roberto Bocalete

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

RESUMO DO DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE (DNC) - II PARTE

Capítulo 2 - A Catequese na Missão Evangelizadora da Igreja

          A catequese é parte da Missão da Igreja; portanto, ninguém é catequista sozinho, não se comunica a si mesmo, mas as verdades da fé. A catequese não começa dando respostas, primeiro precisa ouvir as perguntas básicas feitas pelas pessoas: o que significa ser pessoa humana? O que estamos fazendo aqui? Qual o sentido da vida? De onde viemos? Para onde vamos? Essas e outras perguntas existenciais são um ponto de partida e de contínua referência na catequese. Da capacidade de se levar em conta essas perguntas depende a relevância da catequese para as pessoas às quais se destina. A fé cristã nos faz reconhecer um propósito na existência: não somos frutos do acaso, fazemos parte de uma história que se desenrola sob o olhar amoroso de Deus: Deus misericordioso que se revela ao seu povo.
          Deus se revela nas Escrituras: aos nossos pais, por meio dos profetas, de modo pleno em Jesus Cristo. É importante perceber esse Deus nos acontecimento da vida. A revelação nos apresenta, desde o começo, um Deus que quer vida em plenitude para seus filhos. A Revelação nos encaminha, portanto, a uma catequese que responda aos anseios humanos e promova uma vida mais gratificante para todos, como estava desde sempre no desígnio de Deus.
          A plenitude da Revelação da bondade de Deus está em Jesus, Verbo feito carne que revela os segredos do Pai, liberta do pecado e da morte e garante a ressurreição; em sua missão Ele usou a mesma pedagogia do Pai; fez-se um de nós, partilhando nossas alegrias e sofrimentos, usando nossa linguagem. Esta boa notícia da salvação é para toda humanidade. A Igreja, sinal (sacramento) supremo de sua presença salvadora na história, transmite a revelação e anuncia a salvação através do mesmo processo pedagógico de palavras e obras, sobretudo nos sacramentos. Ela está convencida de que sua principal tarefa é comunicar esta Boa Nova aos povos: ela está a serviço da evangelização, exercendo o ministério da Palavra do qual faz parte a catequese.
          O conjunto das obras maravilhosas realizadas por Deus ao longo da história da salvação, como as palavras dos profetas, sobretudo de Jesus e de seus apóstolos, é Palavra de Deus, são as Sagradas Escrituras redigidas sob inspiração divina. Por isso, a fonte da evangelização e catequese é a Palavra de Deus e a Igreja transmite e esclarece os fatos e palavras da Revelação e à sua luz, interpreta os sinais dos tempos e a nossa vida nos quais se realiza o desígnio salvífico de Deus.
          A catequese tem como tarefa proporcionar a todos o entendimento claro e profundo de tudo o que Deus nos quis transmitir: investigar e entender o que os escritores sagrados escreveram para manifestar o que Deus nos quer falar. É importante conhecer as circunstâncias, o tempo, a cultura, os modos de se expressar para comunicar. O catequista experimenta a Palavra de Deus em sua boca, na medida em que, servindo-se da Sagrada Escritura e dos ensinamentos da Igreja, vivendo e testemunhando sua fé na comunidade e no mundo, transmite para seus irmãos esta experiência de Deus. O catequista não prega a si mesmo, mas a Jesus Cristo, sendo fiel à Palavra e à integridade de sua mensagem. Ele é também um profeta, pois faz ecoar a Palavra de Deus na comunidade, tornando-a compreensível. Catequese (katá-ekhein em grego) significa ressoar.
          A Igreja “existe para evangelizar”, isto é, para anunciar a Boa Notícia do Reino, proclamado e realizado em Jesus Cristo: é sua graça e vocação própria. O centro do primeiro anúncio (querigma) é a pessoa de Jesus, proclamando o Reino como uma nova e definitiva intervenção de Deus que salva com um poder superior àquele que utilizou na criação do mundo. Esta salvação “é o grande dom de Deus, libertação de tudo aquilo que oprime a pessoa humana. Sendo o anúncio de Jesus Cristo o primeiro momento da evangelização, a catequese é o segundo, dando-lhe continuidade. Sua finalidade é aprofundar e amadurecer a fé, educando o convertido para que se incorpore à comunidade cristã. A catequese sempre supõe a evangelização. Por sua vez à catequese segue-se o terceiro momento: a ação pastoral para os fiéis já iniciados à fé, no seio da comunidade cristã, o discipulado, através da formação continuada. Catequese e ação pastoral se impregnam do ardor missionário, visando à adesão mais plena a Jesus Cristo.
          O fruto da evangelização e catequese é o fazer discípulos: acolher a Palavra, aceitar Deus na própria vida, como dom da fé. A fé é como uma caminhada, conduzida pelo Espírito Santo, a partir de uma opção de vida e uma adesão pessoal a Deus, através de Jesus Cristo, e ao seu projeto para o mundo. Isso supõe também uma aceitação intelectual, um conhecimento da mensagem de Jesus. O seguimento de Jesus Cristo realiza-se, porém, na comunidade fraterna. O discipulado, que é o aprofundamento do seguimento, implica renúncia a tudo o que se opõe ao projeto de Deus e que diminui a pessoa. Leva à proximidade e intimidade com Jesus Cristo e ao compromisso com a comunidade e com a missão.
          No início do cristianismo, a catequese era o período em que se estruturava a conversão. Os já evangelizados eram iniciados no mistério da salvação e num estilo evangélico de ser: experiência de vida cristã, ensinamento sistematizado, mudança de vida, crescimento na comunidade, constância na oração, alegre celebração da fé e engajamento missionário. Este longo processo de iniciação, chamado catecumenato, se concluía com a imersão no mistério pascal através dos três grandes Sacramentos: Batismo, Confirmação e Eucaristia. A catequese estava pois a serviço da iniciação cristã. A situação do mundo atual levou a Igreja no Vaticano II a propor a restauração do catecumenato.
          A inspiração catecumenal, que remonta ao início da Igreja e à época dos Santos Padres, é uma ação gradual e se desenvolve em quatro tempos, como é apresentado no Ritual de Iniciação Cristã de Adultos:
a) o pré-catecumenato: é o momento do primeiro anúncio, em vista da conversão, quando se explicita o querigma e se estabelecem os primeiros contatos com a comunidade cristã;
b) o catecumenato propriamente dito: é destinado à catequese integral, à prática da vida cristã, às celebrações e ao testemunho da fé;
c) o tempo da purificação e iluminação: é dedicado a preparar mais intensamente o espírito e o coração do catecúmeno, intensificando a conversão e a vida; no final desse tempo recebem os sacramentos da iniciação: Batismo, Confirmação e Eucaristia;
d) o tempo da mistagogia: visa a progresso no conhecimento do mistério pascal através de novas explanações, sobretudo da experiência dos sacramentos recebidos e a começar a participação integral da comunidade.

          A catequese, como elemento importante da iniciação à vida cristã, implica um longo processo vital de introdução dos cristãos com as seguintes dimensões, interligadas entre si: descoberta de si mesmo; experiência pessoal de Deus; anúncio e adesão a Jesus Cristo; vida no espírito; participação na comunidade (dimensão comunitário-participativa); educação para celebração litúrgica e oração; interação fé e vida e serviço fraterno, de acordo com os valores do Reino; a formulação da fé ou compreensão da doutrina;o diálogo ecumênico e inter-religioso; atitude ecológica.
          A catequese é, em primeiro lugar, uma ação eclesial: a Igreja transmite a fé que ela mesma vive e o catequista é um porta-voz da comunidade e não de uma doutrina pessoal. Por ser educação orgânica e sistemática da fé, a catequese se concentra naquilo que é comum para o cristão, educa para a vida de comunidade, celebra e testemunha o compromisso com Jesus. Ela exerce, portanto, ao mesmo tempo, as tarefas de iniciação, educação e instrução. É um processo de educação gradual e progressivo, respeitando os ritmos de crescimento de cada um.
          A finalidade da catequese é aprofundar o primeiro anúncio do Evangelho: levar o catequizando a conhecer, acolher, celebrar e vivenciar o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo, que nos revela o Pai e nos envia o Espírito Santo.
          A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma conseqüência de uma adesão à proposta do Reino, vivida na Igreja. O processo de crescimento da fé é permanente; os sacramentos alimentam este processo e tem conseqüências na vida. Diante da importância de se assumir uma catequese de feição catecumenal, é necessário rever todo o processo de catequese em nossa Igreja, para que se pautem pelo modelo do catecumenato.
          A comunidade é a fonte, o lugar e a meta da catequese. O que o catequizando experimenta na comunidade eclesial pode confirmar ou desmentir o que é dito na catequese. Onde há uma verdadeira comunidade cristã, ela se torna uma fonte viva da catequese, pois a fé não é uma teoria, mas uma realidade vivida pelos membros da comunidade. Neste sentido ela é o verdadeiro audiovisual da catequese. Por outro lado, ao educar para viver a fé em comunidade, esta se torna, também, uma das metas da catequese. O verdadeiro ideal da catequese é desenvolver o processo da educação da fé, através da interação de três elementos: o catequizando, a caminhada da comunidade e a mensagem evangélica. Quando não há comunidade, os catequistas, obviamente, ajudam a construí-la.
          Em virtude de sua própria dinâmica interna, a fé precisa ser conhecida, celebrada, vivida e cultivada na oração. E como ela deve ser vivida em comunidade e anunciada na missão, precisa ser compartilhada, testemunhada e anunciada. A catequese tem, portanto, as seguintes tarefas: conhecimento da fé, iniciação litúrgica, formação moral (educar para a consciência, atitudes, espírito e projeto de vida segundo Jesus), vida de Oração, vida comunitária, testemunho, missão.

**Diácono Roberto Bocalete

terça-feira, 13 de agosto de 2013

RESUMO DO DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE

Aproximando-se o Dia Nacional dos Catequistas, pensei em ajudá-los no aprofundamento de nosso ministério da Catequese com uma síntese do DNC (faremos um caminho gradual, estudando parte por parte). Hoje serão postados a introdução e o capítulo 1. O SABER  do catequista é fundamental para uma vocação bem desenvolvida. Boa leitura, boa reflexão, bom estudo! Abraços...

CNBB. Diretório Nacional de Catequese. Publicações da CNBB. Brasília: Edições CNBB, 2006.

INTRODUÇÃO
          O Diretório Nacional de Catequese é um esforço de adaptação à realidade do Brasil do Diretório Geral para a Catequese. É um documento em que a Igreja do Brasil, por meio da Comissão de Animação Bíblico-Catequética, propõe as grandes orientações para a catequese. Não é um manual para se estudar com os catequizandos, mas considerações sobre o trabalho da catequese, por sinal, elaborado com a ajuda dos catequistas de todo o Brasil e catequétas de muitas regiões.          
          O Diretório é importante por ser uma proposta de sintonia para o trabalho da Igreja, um direcionamento que visa progresso na ação catequética. O objetivo geral do Diretório Nacional de Catequese é apresentar a natureza e finalidade da catequese, traçar os critérios de ação catequética, orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões. Ele pretende delinear uma catequese litúrgica, bíblica, vivencial, profundamente ligada à mística evangélico-missionária, mais participativa e comunitária.
        O documento divide-se em duas partes e oito capítulos, que serão preservados neste resumo para melhor compreensão e mais clareza dos objetivos que este documento quer alcançar. Na primeira parte, são tratados os fundamentos teológico-pastorais da catequese, a partir da renovação pós-conciliar. Inicia-se apresentando as conquistas do recente movimento catequético brasileiro (Capítulo 1: Movimento catequético pós-conciliar: conquistas e desafios). A seguir é aprofundado o tema da revelação e catequese; a catequese dentro da missão evangelizadora da Igreja, como atividade de iniciação à fé (Capítulo 2: A catequese na missão evangelizadora da Igreja). Após ter sido esclarecida a verdadeira tarefa da catequese, propõe-se uma leitura da realidade brasileira e da história como lugares teológicos da manifestação de Deus (Capítulo 3: Catequese contextualizada: história e realidade). A mensagem e conteúdo da catequese são considerados no quarto capítulo, destacando-se a Bíblia, a liturgia e os catecismos (Capítulo 4: Catequese: mensagem e conteúdo).
          A segunda parte, de caráter mais prático, primeiramente se analisa a pedagogia catequética tendo como fundamento a pedagogia divina, modelo da educação da fé pretendida pela catequese (Capítulo 5: Catequese como educação da fé), em seguida enumeram-se os interlocutores no processo catequético (Capítulo 6: Destinatários como interlocutores no processo catequético); o próximo capítulo destaca o ministério da catequese e seus responsáveis - catequistas, padres, bispos, catequétas (Capítulo 7: O ministério catequético e seus protagonistas), e, por fim, no último capítulo, discute-se o onde e o como devemos organizar nossa catequese (Capítulo 8: Lugares da catequese e sua organização na Igreja particular).
          Essa proposta da Igreja do Brasil, o Diretório, é mais uma oportunidade para que os envolvidos na dimensão bíblico-catequética amadureçam seu ministério e façam ecoar com mais segurança e diretividade sua ação evangelizadora, por meio de um discipulado mais autêntico e uma missão mais consciente.

PARTE 1: FUNDAMENTOS TEOLÓGICO-PASTORAIS DA CATEQUESE E SEU CONTEXTO
 Capítulo 1 - Movimento Catequético Pós-Conciliar: Conquistas e Desafios

         O Concílio Vaticano II aconteceu de 1962 a 1965 e trouxe grandes mudanças para a Igreja, marcando uma abertura grande para o mundo moderno e para uma participação maior dos leigos na ação pastoral. Depois dos textos do Concílio, vieram muitos outros, desdobrando as idéias que lá estavam e refletindo sobre as exigências da fidelidade ao Evangelho na realidade de cada época e lugar. Sob o influxo da Semana Internacional de Catequese e da Conferência Episcopal Latino-americana, ambas em Medellín (1968), a catequese tomou novos rumos à luz de uma eclesiologia e cristologia mais voltadas para a situação difícil vivida pelo povo. Nascia ali um novo modelo de catequese que, para melhor encarnar a doutrina, acentuava também a dimensão situacional, transformadora ou libertadora.
            As conquistas catequéticas pós-conciliares, estimuladas pelo Diretório Catequético Geral (DCG, 1971), pelo Sínodo sobre Evangelização (1974) e pela Carta Apostólica de Paulo VI Evangelii Nuntiandi (EN, 1975), concretizaram-se no Sínodo sobre a Catequese (1977) e na Exortação Apostólica que se lhe seguiu Catechesi Tradendae (CT, 1979). No Brasil foi de especial importância o texto da CNBB, Catequese Renovada de 1983. Surgido inicialmente como resposta à necessidade de renovar o conteúdo da catequese, sua elaboração saiu em busca dos princípios e diretrizes básicas da ação catequética, sendo fruto de ampla movimentação nacional, com participação de comunidades, catequistas, estudiosos e pastores.
          A catequese, a partir de 1983, em geral assume eixos centrais que vão sendo aprofundados e amadurecidos a partir do Documento Catequese Renovada e os desafios que vão surgindo na caminhada. Dentre as principais características do documento, pode-se destacar: Interação Fé e Vida (a fé ligada ao modo de viver); a Comunidade como lugar da Catequese (Deus se revela no dia-a-dia de pessoas que vivem em comunidade. A catequese é concebida como uma iniciação à fé em sua dimensão pessoal e comunitária); Processo permanente de educação da fé (a formação cristã se prolonga pela vida inteira, não é formatura); Catequese cristocêntrica (conduz ao centro do Evangelho (querigma), à conversão, à opção por Jesus Cristo que nos revela o Pai, no Espírito Santo (dimensão trinitária) e ao seu seguimento); Ministério da Palavra (a catequese é considerada anúncio da Palavra de Deus, a Bíblia é considerada o livro da fé e, por isso mesmo, o texto principal da catequese); Catequese transformadora e libertadora (a mensagem da fé, iluminando a existência humana, forma a consciência crítica diante das estruturas injustas e leva a uma ação transformadora da realidade social); Catequese inculturada (a catequese quer valorizar e assumir os valores da cultura a quem se dirige, a linguagem, os símbolos, a maneira de ser e de viver do povo nas suas diversas expressões culturais); Catequese integrada com as outras pastorais (pastoral de conjunto -  a catequese educa as diferentes dimensões da vida da Igreja: liturgia, missão, serviço social, ministérios) Caminho de espiritualidade (espiritualidade bíblica, litúrgica, cristológica, trinitária, eclesial, mariana e encarnada na realidade do povo); Opção preferencial pelos pobres (uma catequese atenta aos sofrimentos do pobre e marginalizado, educando para sensibilidade).
          O Documento Catequese Renovada comemora mais de 25 anos e alguns desafios significativos devem receber atenção especial na tarefa catequética. O Diretório nacional apresenta esses desafios que serão elencados abaixo:
**criar maior unidade na pastoral catequética, organizando melhor a catequese nos diversos níveis (regional, diocesano, paroquial) e pondo em prática as orientações que já existem;
**formar catequistas como comunicadores de experiências de fé, comprometidos com o Senhor e sua Igreja, com uma linguagem inculturada que seja fiel à mensagem do Evangelho e compreensível, mobilizadora e relevante para as pessoas do mundo de hoje;
**fazer da Bíblia realmente o texto principal da catequese;
**fazer com que o princípio de interação fé e vida seja assumido na atividade catequética de modo que o conteúdo responda aos desafios do mundo atual;
**suscitar nos catequistas e catequizandos o sentido do valor da celebração litúrgica, da dimensão orante na catequese e o amor pela comunidade;
**assumir o processo catecumenal como modelo de toda a catequese e, conseqüentemente, intensificar o **uso do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos;
**passar de uma catequese só orientada para os sacramentos, para uma catequese que introduza ao mistério de Cristo e à vida eclesial;
**fazer com que a catequese se realize num contexto comunitário, seja um processo de inserção na comunidade eclesial e que essa seja catequizadora;
**tornar efetiva a prioridade da catequese com adultos como resposta às novas exigências da evangelização e como pedem Catequese Renovada 130 e a Segunda Semana Brasileira de Catequese;
**motivar e estimular os catequistas e catequizandos para o compromisso missionário e social da fé, assumido no Sacramento da Confirmação;

Diácono Roberto Bocalete

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ORDENAÇÃO DIACONAL - 04 DE AGOSTO DE 2013


Partilho com meus amigos e amigas, catequistas e seguidores do blog, algumas fotos de minha Ordenação diaconal: momento profundo, lindo e muito importante em minha vida! Agradeço o carinho e a amizade manifestados a mim; agradeço as lembranças e felicitações; agradeço a presença de cada um em minha vida! Gratidão e alegria!








As bençãos de Deus para todos! Diácono Roberto Bocalete